3/17/2006

.... a terceira aula ...

Aqui estou eu novamente! Hoje não irei falar de histórias mas sim da terceira aula de Projectos Curriculares. Começarei a reflectir, apenas, a partir da terceira aula uma vez que não estive presente nas duas anteriores. No entanto, é preciso referir, que falei com as minhas colegas e elas, atenciosamente, explicaram-me tudo o que fizeram nas mesmas. Uma prova disso prende-se com o facto de eu me ter inscrito no site da cadeira (que aproveito desde para dizer que este será um instrumento essencial na realização e concretização dos nossos objectivos) e, ainda, por ter realizado o trabalho de casa sobre o portfólio.

Quanto a esta aula, uma vez que é ela o ponto fulcral deste meu post, apenas a posso descrever e caracterizar como excelente! Adorei a aula. Continuo a pensar o mesmo que no semestre anterior: a professora utiliza práticas de sala de aula bastante relevantes e importantes para mim enquanto aluna. A análise de um projecto, onde verificámos quais os erros inerentes ao mesmo, segundo a instrução proferida pela docente, tornou-se um trabalho bastante moroso, mas também, e segundo a minha opinião, mais importante, bastante produtivo e esclarecedor.
A partir dessa análise relembrámos os aspectos essenciais durante a elaboração de um projecto, sendo eles os seguintes:

  • o projecto é centrado no aluno; os alunos têm de sentir o projecto como seu;
  • o conhecimento está em permanente construção. Em relação a este tópico apenas gostaria de relembrar um filme que visualizámos na cadeira de Modelos de Organização Curricular sobre o projecto de uma disciplina de inglês numa escola alemã. Neste projecto os conhecimentos dos alunos, que frequentavam o 6º ano de escolaridade, formam muito notórios. Na realidade à medida que o projecto se desenvolvia e os alunos se tornavam mais autónomos a sua pronúncia e a sua escrita do inglês melhoram significativamente;
  • é constituído por fases. Onde existe, inicialmente, uma intenção, de seguida a acção e, por fim, o produto. Boutinet é um autor que nos chama a atenção para algumas das fases a saber para a realização de um projecto viável;
  • o projecto decorre ao longo do tempo;
  • a avaliação tem um papel regulador/formativo ao longo do projecto.

Depois da análise de um projecto, e de modo a nós, alunas, percebermos como se produz um projecto exequível, seria muito pertinente que construíssemos um. Sei que este será um dos objectivos da cadeira de Projectos Curriculares e, desde já, fico à espera dessa aula, uma vez que a minha maior dúvida prende-se na forma de redigir um projecto com êxito.

Bom, como apenas irei retratar neste blog as minhas reflexões onde irei dar um maior relevo às minhas aprendizagens, às minhas dificuldades, aos meus interesses e a outros acontecimento que sinto necessidade de expressar, findo este post com o desejo das aulas continuarem a ser agradáveis e interessantes. Mas, e sobretudo, desejo conseguir alcançar todos os objectivos que tracei para esta cadeira…


Despeço-me com um breve momento de reflexão:



“- Podes falar-nos do mar? - Sei que é grande e profundo, mas não vos quero enganar. Sei de peixes que já desceram ao fundo do mar. Quando os ouvi falar percebi que não conheço o mar. Perguntem-lhes a eles, que vos saberão falar do mar. Eu nunca desci muito fundo (...) apenas vos sei falar bem da superfície do mar... (...) - porque não voltaste lá ao fundo? Por preguiça? - Às vezes acho que é preguiça, outras vezes acho que é medo. - Medo? (...) Medo de quê? - Medo do desconhecido, medo de me perder. Aqui à superfície já estou habituado. Adquiri um certo estatuto para mim mesmo. Controlo as coisas ou, pelo menos, tenho a sensação de as controlar. Lá em baixo não sei bem o que me pode acontecer. Estou todo nas mãos do mar.
(...) - E que dizem os outros, os que lá estiveram? - Dizem coisas que eu não entendo. Dizem que é preciso ir para perceber. E dizem que nada há de mais importante na vida de um peixe. - E explicam como se vai? - Aí é que está. Explicam que não se chega lá por esforço, que só podemos fazer esforço em deixar-nos ir. Que é só o mar que nos leva ao mar. Então veio uma corrente mais forte que o fazia descer. O peixe tentou lutar contra ela com quantas força tinha, à medida que via distanciarem-se as coisas da superfície. Talvez para sempre... mas depois fechou os olhos, confiou e já sem medo, deixou-se ir.”

1 Comments:

At 5:11 da manhã, Blogger raquel said...

Estou a gostar muito da forma como encaras a tua área de pré-especialização: Parabéns!
Eu sou uma amante do mar, aliás nasci num meio que vive do mar e faz dele a sua forma de sustento, daí a minha forma respeitável de olhar o mar...quanto à reflexão que propões, tenho a dizer-te que fez reflectir, conseguis-te...tenho apenas uma coisa a dizer: ao olharmos para o nosso reflexo na água podemos eventualmente ter medo do que vemos e não querermos enfrentar o desconhecido, eu aprendi que o medo somos nós próprios e acho que tu também aprendes-te!
Quanto ao maravilhoso mundo novo em que navegas desejo-te uma boa e tranquila viagem, pois acredito que serás capaz de controlar a tua embarcação!
Continua a navegar e quanto aos naufrágios que possas encontrar durante o teu caminho, deixo-te uma certeza: enquanto amares o mar (o Desenvolvimento Curricular) e o souberes respeitar, não terás a infelicidade de o perder...certamente encontrarás um porto seguro para atracar a tua embarcação :-)
Fica bem
Bjos

 

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