6/29/2006

.... Por fim ....

A última aula, mas não a última migalha...

No dia 5 de Junho de 2006, foi o último dia da cadeira de Projectos Curriculares. E, apesar de chegar atrasada, chego a uma conclusão admirável: o currículo em acção é fantástico. Nesta aula mudámos um semestre inteiro de avaliação…. Mas considero que foi a melhor opção.
Quanto à aula em si, esta foi, praticamente, uma aula de apoio em que explicitámos quais os instrumentos de avaliação finais e o modo como os mesmos serão avaliados.

Agora é só trabalhar e esperar por uma boa nota.Ihihihihihi!!!
E depois

.... a décima primeira aula ....


.......... Mais uma aulinha,

mais uma migalha neste meu blog ..........

Antes de mais nada, gostaria apenas de realçar que tenho andado um pouco “esquecida” do meu blog e do complementar com as aulas e trabalhos de casa. Na realidade, o tempo é bastante escasso e os trabalhos são demasiados. Gosto imenso desta cadeira, estou muito contente com os conteúdos que já aprendi, no entanto, e devido aos muitos trabalhos que temos fazer, também, para as outras disciplinas impossibilitam-me de dar a atenção que tanto gostaria a esta cadeira. Penso que seria interessante se os professores falassem e ponderassem a ideia de idealizarem apenas um único trabalho para cada semestre para a sua disciplina, ou então, juntarem um trabalho para duas cadeiras. É impossível darmos atenção a tudo!

E depois é este o resultado do cansaço!

Peço desculpa pelo desabafo mas é a realidade!

Agora em relação à aula do dia 22 de Maio de 2006, esta foi mais uma aula super interessante! Inicialmente, falámos sobre os diversos tipos de projectos, nomeadamente sobre os Projectos de

Intervenção
Formação
Investigação
Curricular

Após esta breve explicação (que será incluida no portfólio final), e diferenciação, dos diversos projectos, partimos para uma outra tarefa – análise de projectos curriculares de escola. A tarefa, apesar de ter sido realizada num local pouco usual (bar da faculdade), foi bastante pertinente e agradável. A análise foi feita tendo em conta uma grelha proporcionada pela docente: “grelha de análise de projectos curriculares”. O projecto analisado foi o da escola de Sesimbra, que de um modo geral, e sintetizadamente, não cumpria com todos os parâmetros necessários. Para trabalho de casa fiquei de analisar, juntamente com a minha colega Sandra Ribeiros, o projecto curricular de Mirandela.

Não gostaria de finalizar este post, sem realçar o conceito de Projecto Curricular de Escola, afinal foi o objecto de estudo desta aula.


Luís del Carmen e Antoni Zabala (1991: 16) definem Projecto Curricular de Escola como umconjunto de decisões articuladas, partilhadas pela equipa docente de uma escola, tendentes a dotar de maior coerência a sua actuação, concretizando as orientações curriculares de âmbito nacional em propostas globais de intervenção pedagógico-didáctica adequadas a um contexto específico. Maria do Céu Roldão (1999: 44) refere que por projecto curricular entende-se a forma particular como, em cada contexto, se reconstrói e se apropria um currículo face a uma situação real, definindo opções e intencionalidades próprias, e construindo modos específicos de organização e gestão curricular, adequados à consecução das aprendizagens que integram o currículo para os alunos concretos daquele contexto.
Portanto, a necessidade, e possibilidade, de gestão curricular por parte das escolas, decorrem da ideia de um currículo já não entendido como uma entidade rígida, supostamente aplicado de forma uniforme em todas as escolas do país, sem levar em conta os diferentes contextos, recursos e população. As escolas são, assim, consideradas também como lugares de decisão curricular.


.... a nona e décima aulas ....

Afinal não fui tão breve como esperava…surgiram diversas complicações a que não consegui fugir…

Não há problema algum. Aqui estou novamente para contribuir para este fabuloso trabalho com mais uma “migalha”!


Nos dias 11 e 15 de Maio de 2006 não fui às aulas de Projecto Curriculares o que me deixa bastante triste. Isto porquê? Afinal esta é a área que eu escolhi e perder uma aula é como se perdesse o “fio condutor” das minhas aprendizagens. No entanto, perguntei às minhas colegas o que fizeram...



Por agora é só! Voltarei num “piscar de olhos”!
Até já!!!



5/07/2006

.... a oitava aula ....

Esta aula desenrolou-se no dia 28 de Abril de 2006 e foi uma aula em que o seu teor foi, essencialmente, para combinar "assuntos pendentes"!!!! Também falámos, um pouco, sobre o modo como o Processo de Bolonha nos iria afectar enquanto alunas. Esta é realmente uma preocupação bastante evidente, não só para mim, mas para todos os meus colegas…
Apesar de pouco esclarecidas sobre o nosso futuro enquanto alunas nesta licenciatura combinámos, quer o trabalho de grupo, quer as tarefas para as próximas aulas.
Em relação ao trabalho de grupo são várias as ideias que emergiram na minha imaginação, tais como:

A gravidez na adolescência
A poluição e nós
Sessões de esclarecimento para idosos sobre diversos temas: net, euros, alfabetização, interacção com os netos…
Interacção com outras culturas
Alimentação e exercício físico: um complemento de vitalidade
ATL para alunos do 2º ciclo
Aldeias: uma vida a preservar

No entanto, iremos fazer um projecto acerca do perfil de um licenciado em Ciências da Educação. Confesso que estava muito preocupada com este trabalho, uma vez que o tempo começa a escassear. Contudo, parece-me uma óptima oportunidade fazer um projecto desta dimensão, uma vez que irá permitir acomodar temas tão essenciais para mim como futura “curriculista”.

Por hoje é tudo, brevemente terão novas notícias minhas….

.... a sétima aula ....


Apesar de estar atrasado, aqui fica mais um contributo para este “rasto curricular”….


Apesar de considerar esta aula importantíssima irei fazer uma reflexão bastante simples e concisa. Nesta sétima aula fizemos uma espécie de resumo sobre as competências. Foi bastante importante, uma vez que deste modo apercebemo-nos das diversas visões inerentes a esta mesma temática.

Se quiserem ter acesso ao material teórico que a docente apresentou às alunas, terão de esperar um pouquinho mais uma vez que este, ainda, não está disponível na Internet.

Mas prometo que assim que essa informação estiver acessível, voará até este post.



Ate à próxima!!!!

4/10/2006

.... a sexta aula ...


Mais uma aula, mais uma reflexão...


Hoje dividirei esta reflexão em duas partes. Na primeira parte falarei um pouco de competências e na segunda falarei sobre o Processo de Bolonha.

Em relação às competências, gostaria de referir que foi bastante importante ter realizado o trabalho de casa (procurar duas definições de competências) pois ajudou-me a participar activamente na aula. Apresentei a definição segundo Le Boterf e segundo o Currículo Nacional do Ensino Básico - competências essenciais. Para além destes tinha, ainda, uma definição segundo Perrenoud. Tendo em conta as pesquisas realizadas, penso que a definição mais completa é a de Le Boterf, uma vez que este refere:


"Possuir conhecimentos ou capacidades não significa ser competente. Pode-se conhecer técnicas ou regras de gestão contábil e não saber aplicá-las no momento oportuno. Pode-se conhecer o direito comercial e redigir contratos mal escritos.
Todos os dias, a experiência mostra que pessoas que possuem conhecimentos ou capacidades não sabem mobilizá-los de modo pertinente e no momento oportuno, em uma situação de trabalho. A atualização daquilo que se sabe em um contexto singular (marcado por relações de trabalho, por uma cultura institucional, por eventualidades, imposições temporais, recursos…) é reveladora da “ passagem ” à competência. Esta realiza-se na acção
"
(Le Boterf, 1994, p. 16)


Tendo em conta este tema, a docente expôs as teorias da aprendizagem que estão subjacentes no conceito de competências, nomeadamente as teorias construtivista/cognitivista e (socio)construtivista . Segundo as primeiras, a aprendizagem faz-se por multiplicidade e transferência de conhecimentos para resolver problemas e trabalhar com situações complexas. Segundo as teorias (socio)construtivistas, aprender é construir o conhecimento, enfatizando a aquisição e a construção do conhecimento. Esta última centra-se no modo se aprender, que só poderá ser construído pelo próprio sujeito.

Com esta explicação da docente foi-me possível relembrar as teorias da aprendizagem e, intrinsecamente, os tipos de conhecimento. Penso que se torna muito vantajoso para nós podermos aprender novos conhecimentos mas, também, relacioná-los com outros já aprendidos.
Após esta explicação, a professora apresentou os diversos documentos relacionados com competências. Foi neste assunto que a minha atenção prevaleceu. Afinal, desconhecia a maior parte dos documentos apresentados. Como fiquei bastante impressionada com a diversidade de documentos, assim, como com o seu público-alvo, decidi, instintivamente, tentar saber mais sobre os mesmos.
Le Boterf
Philippe Perrenoud
Currículo Nacional do Ensino Básico - competências essenciais

DeSeco (OCDE)
Sobre este tema, consultar ainda:
OECD Publication Identifies Key Competencies for Personal, Social, and Economic Well-Being

Key competences in the knowledge based society- a framework of eight key competences
(Comissão Europeia)

PISA ou PISA (GAVE)

Referencial de competências (antiga ANEFA agora DGFV)

TUNING

QFLLL ou QFLLL


Estes são documento realmente muito interessantes que eu espero estudá-los com maior cuidado e precisão.
Na segunda parte da aula falámos sobre o Processo de Bolonha. Confesso que este tema me suscita bastante interesse e preocupação. Interesse porque estou implicada, ou não, no mesmo. Preocupação porque, na realidade, não sei o que me irá acontecer a nível do curso. No entanto, aguardarei, com impaciência, o desenrolar deste processo em Portugal e, mais concretamente, na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação.

De seguida encontram-se alguns sites sobre o Processo de Bolonha:
PB1
PB2
PB3
PB4
Esta foi uma aula, realmente, muito importante uma vez que permitiu-me alcançar novos conhecimentos e explorar, mais pormenorizadamente, outros tantos que estão em constante debate na nossa sociedade… Penso ter sido uma aula essencial para o meu percurso enquanto aluna.
Agora é só começar a pesquisar....

3/23/2006

.... a quinta aula ...

Chegou mais uma segunda-feira e com ela mais uma aula de Projectos Curriculares, ihihihih....

É verdade! Mais uma simpática aula de Projectos Curriculares! Mais uma aula para aprender, aprofundar e explorar novas oportunidades de aprendizagem. Esta aula foi dedicada aos temas portfólio e competências.

Para explorarmos o tema portfólio corrigimos o questionário que a docente nos propôs na segunda aula. Assim, cada aluna respondeu à pergunta que lhe pertencia. Eu falei sobre os tipos de portfólio e o que estes contêm. Não irei aprofundar este tema neste blog, uma vez que elaborarei um site (portfólio on-line) onde gostaria de incluir este tema.
No entanto aqui fica um pequeno resumo:

O portfólio é um conjunto de trabalhos elaborados onde a sua organização não obedece a regras explícitas, visto que é a sua produção que caracteriza o sucesso e a procura de melhores formas de apresentar um trabalho deve ser uma tarefa pessoal e diferente de caso para caso. No entanto, podemos identificar vertentes orientadoras de uma análise e avaliação de um portfólio, tais como, a originalidade, a criatividade e a qualidade.

Mas, se estiver, realmente, interessado neste tema consulte um destes sites:


Penso que foi uma boa opção da docente não aprofundarmos demasiado o tema acerca do portfólio uma vez que já o fizemos em outras cadeiras. No entanto, foi importante relembrar estes conceitos pois iremos elaborar um portfólio on-line. Foi, também, importante definir os tópicos comuns a desenvolver por todas as alunas nesse mesmo portfólio.
Em relação ao mesmo apenas gostaria de realçar que será um trabalho muito cansativo, mas bastante recompensador. Aliás, penso que é uma óptima estratégia de aprendizagem.

Para além do portfólio, falámos, ainda, acerca das competências. Para tal, lemos o texto “Key competences in the knowledge based society- a framework of eight key competences”. Inicialmente, quando soube que este texto estava escrito em inglês fiquei bastante assustada, afinal o inglês não é a língua estrangeira que eu domino perfeitamente. Mas, apesar dos meus medos e do obstáculo linguístico, percebi perfeitamente o texto e consegui distinguir competências de competências chave.

Tal como diz Raquel Maio, uma colega "curriculista", “competência é o uso do conhecimento numa determinada situação/problema, transferência, mobilização de conhecimentos/atitudes/
procedimentos para uma situação concreta. Demonstra-se quando se é capaz de lidar com situações imprevisíveis. A competência é vista como um saber-fazer, como um saber agir face a uma determinada situação, ligada à função” e “competências chave são as competências sem as quais não se sobrevive”.
Ao pesquisar sobre este tema encontrei alguns sites interessantes nomeadamente:

Tal como as aulas anteriores, esta foi uma aula muito importante para mim. Tive algumas dificuldades na leitura do texto relacionado com as competências, mas esta dificuldade foi ultrapassada com alguma facilidade. Portanto, faço uma avaliação muito positiva desta quinta aula.
Por hoje é tudo até para a semana... E o que será que acontecerá para a semana que vem???

Veremos...

.... a quarta aula ...

Aqui estou eu novamente pronta para partilhar
as minhas reflexões...


A quarta aula, tal como a aula anterior, foi muito importante para mim. Isto porque esclarecemos as dúvidas, acerca dos objectivos e competências, da forma como planificar e, por fim, dos tipos de avaliação, que ainda persistiam.

Na realidade, eu tinha dúvidas em relação aos diversos tópicos mencionados e esta aula permitiu-me esclarecer todas. Penso que este tipo de aulas são muito importantes para nós alunas, uma vez que nos permite esclarecer lacunas existentes que por vezes nos impedem de evoluir e, mais grave, nos induzem a cometer erros graves (como os que eu cometo frequentemente).

Em relação aos objectivos tinha imensas dificuldades em perceber quais os do professor, quais os do aluno, quando os utilizo e, fundamentalmente, como escreve-los correctamente. Com esta aula apercebi-me de como estava errada em alguns aspectos e como estava certa noutros. No entanto, penso que seria extremamente importante fazermos um exercício prático sobre este importante elemento do currículo, como por exemplo: perante um determinado tema e um determinado modelo construir objectivos adequados ou verificar se os objectivos utilizados estão correctos, se não o estão o que modificar, exercícios deste género para consolidar os conhecimentos.
Tal como nos diz Rocha (1993, pp. 6), “a melhor maneira de identificar e satisfazer necessidades humanas é através da aplicação racional do conhecimento comprovado”.
A explicação sobre os modos de planificar e os tipos de avaliação também me ajudaram bastante a compreender e a distinguir o que devo e o que não devo fazer perante a elaboração de um projecto.

Por fim, acabámos a análise do projecto, enunciando sugestões de alteração ao projecto estudado. Algumas destas alterações passam pelo modelo a utilizar, a planificação, o tipo de actividades a utilizar, o rigor a nível da linguagem e, também, as técnicas de avaliação.

Na verdade, toda a aula foi, muito, mas muito, importante para mim. Agora só espero poder colocar em prática todos estes conhecimentos que adquiri e, claro, não me enganar!
Penso que esta aula foi indispensável no meu percurso como aluna. Aliás, não quero exagerar, mas penso que a posso caracterizar como
FULCRAL.

Por agora é tudo, voltarei novamente com boas notícias quanto às minhas aprendizagens, às minhas dificuldades, à forma como as ultrapasso, enfim, tudo aquilo que me permite evoluir.

3/17/2006

.... a terceira aula ...

Aqui estou eu novamente! Hoje não irei falar de histórias mas sim da terceira aula de Projectos Curriculares. Começarei a reflectir, apenas, a partir da terceira aula uma vez que não estive presente nas duas anteriores. No entanto, é preciso referir, que falei com as minhas colegas e elas, atenciosamente, explicaram-me tudo o que fizeram nas mesmas. Uma prova disso prende-se com o facto de eu me ter inscrito no site da cadeira (que aproveito desde para dizer que este será um instrumento essencial na realização e concretização dos nossos objectivos) e, ainda, por ter realizado o trabalho de casa sobre o portfólio.

Quanto a esta aula, uma vez que é ela o ponto fulcral deste meu post, apenas a posso descrever e caracterizar como excelente! Adorei a aula. Continuo a pensar o mesmo que no semestre anterior: a professora utiliza práticas de sala de aula bastante relevantes e importantes para mim enquanto aluna. A análise de um projecto, onde verificámos quais os erros inerentes ao mesmo, segundo a instrução proferida pela docente, tornou-se um trabalho bastante moroso, mas também, e segundo a minha opinião, mais importante, bastante produtivo e esclarecedor.
A partir dessa análise relembrámos os aspectos essenciais durante a elaboração de um projecto, sendo eles os seguintes:

  • o projecto é centrado no aluno; os alunos têm de sentir o projecto como seu;
  • o conhecimento está em permanente construção. Em relação a este tópico apenas gostaria de relembrar um filme que visualizámos na cadeira de Modelos de Organização Curricular sobre o projecto de uma disciplina de inglês numa escola alemã. Neste projecto os conhecimentos dos alunos, que frequentavam o 6º ano de escolaridade, formam muito notórios. Na realidade à medida que o projecto se desenvolvia e os alunos se tornavam mais autónomos a sua pronúncia e a sua escrita do inglês melhoram significativamente;
  • é constituído por fases. Onde existe, inicialmente, uma intenção, de seguida a acção e, por fim, o produto. Boutinet é um autor que nos chama a atenção para algumas das fases a saber para a realização de um projecto viável;
  • o projecto decorre ao longo do tempo;
  • a avaliação tem um papel regulador/formativo ao longo do projecto.

Depois da análise de um projecto, e de modo a nós, alunas, percebermos como se produz um projecto exequível, seria muito pertinente que construíssemos um. Sei que este será um dos objectivos da cadeira de Projectos Curriculares e, desde já, fico à espera dessa aula, uma vez que a minha maior dúvida prende-se na forma de redigir um projecto com êxito.

Bom, como apenas irei retratar neste blog as minhas reflexões onde irei dar um maior relevo às minhas aprendizagens, às minhas dificuldades, aos meus interesses e a outros acontecimento que sinto necessidade de expressar, findo este post com o desejo das aulas continuarem a ser agradáveis e interessantes. Mas, e sobretudo, desejo conseguir alcançar todos os objectivos que tracei para esta cadeira…


Despeço-me com um breve momento de reflexão:



“- Podes falar-nos do mar? - Sei que é grande e profundo, mas não vos quero enganar. Sei de peixes que já desceram ao fundo do mar. Quando os ouvi falar percebi que não conheço o mar. Perguntem-lhes a eles, que vos saberão falar do mar. Eu nunca desci muito fundo (...) apenas vos sei falar bem da superfície do mar... (...) - porque não voltaste lá ao fundo? Por preguiça? - Às vezes acho que é preguiça, outras vezes acho que é medo. - Medo? (...) Medo de quê? - Medo do desconhecido, medo de me perder. Aqui à superfície já estou habituado. Adquiri um certo estatuto para mim mesmo. Controlo as coisas ou, pelo menos, tenho a sensação de as controlar. Lá em baixo não sei bem o que me pode acontecer. Estou todo nas mãos do mar.
(...) - E que dizem os outros, os que lá estiveram? - Dizem coisas que eu não entendo. Dizem que é preciso ir para perceber. E dizem que nada há de mais importante na vida de um peixe. - E explicam como se vai? - Aí é que está. Explicam que não se chega lá por esforço, que só podemos fazer esforço em deixar-nos ir. Que é só o mar que nos leva ao mar. Então veio uma corrente mais forte que o fazia descer. O peixe tentou lutar contra ela com quantas força tinha, à medida que via distanciarem-se as coisas da superfície. Talvez para sempre... mas depois fechou os olhos, confiou e já sem medo, deixou-se ir.”

3/16/2006

*Projecto Curriculares*

Tal como referi na minha reflexão final à cadeira de Modelos de Organização Curricular a área de currículo foi uma das que mais me surpreendeu ao longo da licenciatura! Na realidade, este facto deve-se ao balanço extremamente positivo das minhas aprendizagens na mesma. Afinal, a área que eu menos gostava e aquela em que eu pensava:"currículo, nem pensar! Não percebo nada daquilo!" foi aquela que mais interesse me despertou, sendo, portanto, a minha escolha para a pré-especialização. Incrivel, mas é a realidade. Agora espero, sinceramente, que a cadeira de Projectos Curriculares continue a surpreender-me pela positiva (tal como aconteceu com a de Modelos de Organização Curricular)!!!

Penso que actualmente tenho um novo desafio: descobrir e explorar, mais minuciosamente, todo o leque curricular. Assim, ao longo deste semestre, espero efectivamente, adquirir novos conhecimentos e pôr em prática alguns já adquiridos anteriormente, assim como aprender novas práticas que me ajudarão como futura licenciada em Ciências da Educação.

.... O rasto das minhas aprendizagens .... será a forma de eu expressar todas as minhas aprendizagens, reflexões, considerações e todos os aspectos importantes para o meu percurso como aluna e como futura licenciada.

O meu rasto (de migalhas) será tudo isto...

A história de Hansel e Gretel

Devem estar-se a perguntar: não era suposto ela estar a falar de currículo?Então porque está para aqui a contar histórias???? Realmente têm toda a razão. Na realidade esta é a história que eu escolhi para me ajudar nesta nova caminhada... Não vos contarei tudo, pois fico à espera que me digam porque razão eu escolhi esta história para personificar o meu novo e aliciante desafio - a cadeira de Projectos Curriculares.
Conto convosco!


No entanto, e para aguçar a vossa curiosidade aqui fica uma pista: Hansel e Gretel deixaram um rasto de migalhas para chegarem a casa...


O que será para mim o rasto de migalhas ou a casa???Enfim, não há nada melhor que brincar com a nossa imaginação para encontramos o nosso verdadeiro caminho.


Aqui estão eles...

Hansel e Gretel.